fbpx
(5511) 2503-9620 [email protected]

Tudo

Tudo

 

E por mais que eu conheça 

essa coisa tão simples dentro, 

a mente diz que não é nada.

 

Embora essa simplicidade 

mantenha todos e o universo,

questiono, critico e duvido.

 

Esse é um caminho solitário,

mais ninguém cabe ali comigo,

dentro é pleno de companhia.

 

Quanto mais nele se transita,

mais claro e compreensível fica,

sou grato por quem nele habita.

 

O coração diz que isso é tudo.

CaMaSa

Um conto de pré-Natal

Eteu não era ateu, acreditava em tudo, no Bem e no Mal. Foi assim desde que nasceu. Era praticamente um São Tomé às avessas. Ao contrário do santo, que de tudo duvidava, ele tinha Fé absoluta em tudo e todos. Acreditou quando sua mãe misturou água ao leite da mamadeira para que ele ficasse mais forte. Também acreditou quando ela cantarolava uma canção de ninar que contava como seu pai, um homem rico e poderoso, havia partido deixando-a à míngua, sem ter como se sustentar, nem ao filho. Não que ele tivesse escutado de sua mãe essas coisas. Isso quem lhe diziam eram as freiras do orfanato em que havia sido abandonado, com 4 dias de vida, dentro de uma lata de azeitonas de 20 litros, forrada com jornal. As freiras que o acolheram, acostumadas com a dureza e solidão do coração dos homens, souberam que somente um milagre faria vingar aquela fraca e minúscula plantinha neste mundo.

Mas vingou! Talvez porque ele cria em tudo que lhe diziam, talvez porque uma força maior assim o queria. Aceitava qualquer sobra de alimento que ali restasse, porque eram dezenas de bocas sempre famintas e subnutridas. Sobreviviam da caridade, que é sempre muito menor do que a necessidade. Mas Eteu cresceu aceitando o pouco, e aceitava os remédios também, pois lhe diziam que faria bem. Acreditava nas peças e brincadeiras que os mais velhos lhe pregavam, e nos contos de horror assustadores que lhe contavam antes de dormir. Ficava a noite toda de olhos arregalados, na vigília, pois haviam dito que dessa forma não seria atacado pelos monstros e assombrações. Assim, passou a infância na cama, entre doenças várias e muito, muito sono.

Ele acreditou em Papai Noel, no Coelho de Páscoa, no nascimento pela virgem, na cruz e na ressurreição. Mais tarde também acreditou em Krishna, Buda, Maomé, Olodumaré e todos os orixás. Foi devoto praticante de todas as correntes religiosas que lhe cruzaram o caminho. Mas também homem de ciência, fiel à exatidão dos cálculos e dos números, da comprobabilidade das leis físicas e químicas. Coexistiam dentro de si a fé religiosa e a razão científica, como esses sorvetes bicolores de casquinha, que misturam os dois sabores no céu da boca. A quem lhe questionasse sobre a falta de prática do seu modo de ser, respondia que ambas eram lados da mesma moeda, bastava crer.

Na escola primária acreditava em cada coisa que lhe ensinavam os professores, absorvendo tudo com grande interesse e alguma confusão. Misturava as matérias em sua cabeça e as respostas, na maior parte das vezes, não se encaixavam ao gabarito exigido. Ralhavam com ele e o chamavam de burro, o que ele cria plenamente, assim como havia momentos de intenso brilho, nos quais o elogiavam com nomes de sábio e gênio, que também aceitava naturalmente. Praticava esportes como quem defendia a própria vida, sempre com resultados muito aquém do esperado, mas acreditava piamente nos resultados das partidas de futebol, basquete ou vôlei, em que invariavelmente suas equipes eram derrotadas. Adquiriu paixões fanáticas por vários times de futebol, Palmeiras e Corinthians, Flamengo e Fluminense, Cruzeiro e Atlético, Inter e Grêmio. Todos eram fruto de sua intensa alegria e sofrimento. E quando lhe perguntavam como podia ele ser apaixonado por duas equipes adversárias, respondia que eram apenas dois lados da mesma moeda…

Para comprovar sua teoria, certa vez, numa ensolarada tarde de domingo, resolveu assistir a uma partida de futebol entre Corinthians e Palmeiras, no Pacaembú, homenageando os dois times vestindo uma camiseta, confeccionada por ele mesmo, metade verde e branca, metade preta e branca, com os escudos de cada agremiação bordados sobre a cor do adversário. Entrou no estádio com uma jaqueta azul, e quando estava bem  no meio da divisa entre as duas torcidas, tirou o abrigo revelando sua louca invenção. É um pouco difícil explicar o que aconteceu naquele dia. Pessoas de estômago fraco talvez não consigam acompanhar os detalhes. Então me limito a dizer que nunca antes na história deste país alguém apanhou tanto, de tanta gente! Até os guardas e seguranças aproveitaram para dar umas bordoadas. Era tanto safanão, tapa e pontapé, que nem a bola do jogo apanhou tanto naquele dia! Sobreviveu por milagre e saiu do hospital direto para a delegacia, onde depois de prestados todos os esclarecimentos, acreditou que era justa a prisão por 4 semanas que o delegado lhe condenava.

Na prisão, confiou em todos os prisioneiros, vendo-os completamente inocentes de suas acusações. Ninguém ali havia roubado, estuprado ou matado, sendo vítimas de uma estrutura social decadente e intolerante, que não respeitava os direitos básicos daqueles cidadãos. Organizou motins e greves, fez jejum em protesto, até que se cansaram dele e o puseram na rua. Não se deu por satisfeito e voltou para a delegacia exigindo explicações. O delegado de plantão pacientemente lhe explicou quem eram aquelas pessoas e porque estavam presos, e ele acreditou sem sombra de dúvida!

Teve namoradas, e sempre acreditou plenamente nelas. Amava-as com todo coração e confiava em tudo que lhe diziam. Uma vez, cheio de entusiasmo, resolveu fazer uma surpresa à namorada da vez, que passava férias na casa de uns tios no interior, indo ao seu encontro sem avisar. Saiu pela manhã, pegou o busão que seguiu pela estrada até o anoitecer. Lá chegando, encaminhou-se para o endereço informado e, no caminho,  passou pelo coreto da praça central. Viu a amada à beira do quiosque, com os braços enlaçados no pescoço de outro rapaz, olhando-o com os olhos apaixonados e os lábios entreabertos num sorriso convidativo. Eteu postou-se diante dos dois de braços cruzados, abalado mas crente de que havia uma explicação plausível.

Semi-abalado em sua fé amorosa, Eteu ouvia mudo as explicações da garota, muito justas porém! Aquilo era somente a demonstração do quanto ela o amava, sujeitando-se aos encantos de outro homem, mas resistindo, firme e fiel ao seu verdadeiro amor. Ele aceitou as explicações, e inclusive se recriminou por ter sido tão imprudente e desconfiado, coisa que não era de seu feitio. Casaram-se, estabeleceram-se ali mesmo na pequena cidade do interior, e viveram sempre às voltas com essas provas de amor que ela se impunha, sempre testando seu caráter e honra, envolvendo-se com diversos homens para conhecer seus limites, em respeito ao marido. Ele nunca duvidou da honestidade da esposa, apesar de que nenhum dos quatro filhos era levemente parecido com ele, sendo cada um, bem diferentes entre si. E ainda compreendeu quando ela lhe disse que estava indo embora com aquele outro homem, numa missão de caridade, pois este tinha poucos tempo de vida e precisava dela numa viagem ao redor do mundo em seu iate de 200 pés… 

Passado algum tempo, no entanto, sozinho, com um filho de um ano, um de dois, uma de três e outro de quatro, viu-se numa tremenda dificuldade para sobreviver e ganhar o sustento das crianças. Perdeu o emprego porque faltava muito cuidando dos filhos, e acreditou quando o patrão lhe disse que a empresa passava por um momento de crise e eram necessários ajustes e cortes. Não tinha parentes próximos e acreditou quando os amigos lhe disseram que estavam em situação muito pior que a dele. Os dias foram passando, as crianças foram emagrecendo até o ponto de não mais reclamar da fome, e ele tomou a decisão de voltar para a capital em busca de algum apoio. Aqui chegando, foi imediatamente para o antigo orfanato que, para sua surpresa, agora era um edifício alto e moderno, todo envidraçado. Lhe disseram que o orfanato fechara há muito tempo e ninguém tinha alguma referência das irmãs de caridade.

Era o ano de 1966. Eram tempos difíceis para todos e não havia oportunidades disponíveis para um pai com quatro filhos pequenos a tiracolo. As portas estavam fechadas e, quanto mais perambulava e o tempo passava, mais se aproximava do desespero. Havia saído de casa no início de janeiro, já estavam no fim de dezembro, e até o momento só havia conseguido restos e abrigos sob pontes. Eteu tinha trinta e poucos anos mas aparentava muito mais. Tinha o rosto encovado, a pele seca e enrugada de sofrimento, os cabelos desgrenhados tingiam-se precocemente de branco.  Naquele dia, no auge do desespero, deixou as crianças sob a guarda de uma colega de rua e saiu na busca insana por comida uma vez mais. Seguia crendo, firme em sua fé inabalável. Passou diante de uma casa e percebeu um pequeno garoto, não mais de 8 anos. Em suas mãos um imenso pedaço de torta ou o que fosse, cheirando o perfume de boa comida. Olhou com desejo, pensou em roubar, mas pediu. O menino olhou para ele surpreso e fez que não, balançando a cabeça.

Foi a gota d’água! De repente, viu-se sem fé. Em nada mais acreditava e não tinha mais o que fazer. Virou as costas e saiu andando sem rumo, até que viu-se sobre uma pequena ponte de madeira, sobre um rio de águas volumosas e raivosas. Chovia muito, e os pingos da chuva nas águas do rio o convidavam para um passeio sem volta pelo rio barrento adentro. Eteu estava decidido. 

Só um milagre poderia salvá-lo…

CaMaSa

Amigo

Amigo

 

Eu tenho um amigo que ninguém vê

é de carne e osso humor e simpatia

a mais pura luz sua presença irradia

só enxerga quem sabe não quem crê

 

Eu tenho um amigo que ninguém ouve

seu discurso explode em amor e poesia

fala como quem toca uma linda sinfonia

só escuta quem paz aos homens louve

 

Eu tenho um amigo que sinto em mim 

ensinando um caminho livre de perigo

nele encontro a paz é por ele que sigo

conheço uma grande aventura sem fim

 

Eu tenho um amigo que será teu amigo

sem nada em troca sem alguma exigência

e uma amizade sincera além da aparência 

porque ele foi é e existirá sempre contigo

CaMaSa

Na Lata

Na Lata

 

Esta é pra quem pensa que eu estou

falando de algodão doce e goiabada,

contando estorinha de conto de fada.

 

Estou cuspindo a verdade nua e crua,

mesmo sendo um infinito grão de nada,

sou cria de quem manda na coisa toda.

 

Sem ilusão, pois só estamos nesta Terra,

porque uma mulher foi amada, abençoada,

e essa coisa, sem pé nem cabeça, gerada.

 

Depois de um tempo, à força foi escorregada,

e tem início nossa jornada na primeira inalada,

pois não existe alguma outra porta de entrada.

 

E o segredo da curta e breve caminhada,

é compreender o que há em cada respirada,

ou seremos só adubo da terra, e mais nada.

CaMaSa

Cartas do Futuro

Daqui do futuro é possível, graças à evolução tecnológica, escrever para você! Vou tentar ilustrar o alto grau de civilidade que a humanidade alcançou, descrevendo as atividades banais do cotidiano dos habitantes deste belo planeta azul cinza. Realmente muita coisa mudou desde que fomos plantados por aqui e andávamos em harmonia com os demais bichos, quase nos confundindo com alguns. Sobreviver, buscando alimentação e abrigo, era extremamente braçal e cansativo, exigindo sujar as mãos de terra ou sangue. Além do que, grande parte das vezes, nós éramos o alimento! Felizmente o dom da inteligência colocou as coisas nos seus devidos lugares e hoje, daqui do futuro, colhemos os frutos da paz, harmonia e tranquilidade. Então, vou contar pra você como vive uma família comum nestes dias, sua rotina e as suas inter-relações com o todo, quando isso é necessário.

Basicamente vivemos em “células de sobrevivência”, que nada mais são do que abrigos super equipados com os mais variados recursos tecnológicos. Bem, uma pequena minoria é totalmente equipada. Algumas tem poucos equipamentos… outras não tem equipamento algum… E também tem muita gente que não tem “célula de sobrevivência” e sobrevive nas ruas mesmo. Mas, na média são construções seguras, amplas e arejadas, com grandes áreas envidraçadas e sistemas de “oxigenação termo-controladas”, garantindo conforto tanto nos dias quentes quanto nos dias mais frios. Na realidade, as construções abaixo da média, que são a grande maioria, enfrentam todo tipo de dificuldade, mas cada um se vira como pode… Muitas dessas “células” contam com sistemas de alimentação muito eficientes, onde se pode conseguir todo tipo de alimento nas “cabines frigo-reguláveis”, com carnes, verduras, legumes e frutas em profusão. Tudo pode ser levado aos “equipamentos de cocção alimentadores” para saciar os apetites mais diversos e refinados. Temos também “sistemas de descarte automáticos” para sobras e restos, que são levados para não sabemos bem aonde e se são utilizados para reaproveitamento matando a fome de algo ou alguém. Mas isso não vem ao caso. O importante é que vocês percebam o quanto evoluímos e como tudo funciona bem.

Eventualmente saímos de nossa “célula de sobrevivência” para alguma atividade externa. Para isso utilizamos “cápsulas de transporte” sofisticadíssimas, verdadeiros receptáculos de metal e vidro, que nos transportam através de um engenhoso “sistema de flutuação a ar vaso-circular-comprimido de borracha”, pelas ruas e avenidas perfeitamente calçadas, iluminadas e sinalizadas. Praticamente corremos sentados, sem tocar o chão, confortavelmente acomodados em poltronas de couro legítimo, observando, de dentro de um ambiente climatizado e com música ambiente, a paisagem externa com eventuais cenas de pessoas, aparentemente, com um gosto estranho para se vestir e asseio duvidoso, andando a pé, o que é totalmente desaconselhável, já que para nos exercitar contamos com as “esteiras eletrônicas de atividade corporal”. Cada um sabe de si, mas como eu ia dizendo, temos também “cápsulas de transporte” coletivos, e até subterrâneos, onde, dependendo do grau de civilização do país, pode ser até chique utilizar. Existem também “cápsulas” aéreas e marítimas, de todos os tamanhos e capacidades, transportando milhões de pessoas de um lado para o outro, gerando uma quantidade gigantesca de monóxido de carbono, contribuindo para esse belo tom azul-acinzentado do nosso planeta. Existem variações utilizando eletricidade, hidrogênio e outras alternativas não-poluentes, mas que não são economicamente justificáveis para uso em grande escala.

Assim nos locomovemos de uma “célula de sobrevivência” para outra, ou para as diversas “estruturas sócio-psico-organizadas” de trabalho, saúde, educação e consumo ou lazer disponíveis. 

As “estruturas de saúde” são grandes e eficientes espaços para a solução de problemas aflitivos da composição biológica humana. Bem… alguns são muito eficientes, frequentados por aqueles que ocupam certos cargos e funções extremamente reduzidos e específicos. A grande maioria no entanto ainda utiliza atendimentos baseados em orações, fé e esperança. Há centros especializados em atendimento animal, com tratamento muito mais humanizado do que para a grande maioria dos seres humanos!

Já as “estruturas de educação” descrevo com o maior orgulho! Nelas são depositadas todas as crianças que aos poucos vão deixando de ser fofas e começam a falar, gritar e reclamar de tudo, deixando seus pais malucos. Então passam a fazer tudo isso, em conjunto com diversas outras da mesma idade, em salas hermeticamente fechadas, aprisionadas e quase controladas por profissionais altamente gabaritados, treinados para conviver em meio à algazarra e balbúrdia. Pouco a pouco as crianças vão evoluindo, passando pela encantadora fase da agressividade juvenil, com foco principal nos professores, até chegar aos grandes “centros universais de pré-adultologia”, onde é estimulado fortemente a prática de contestação estéril, de resultados constantes e improdutivos, e as experimentações, constantes e improdutivas,  de todas as substâncias psico-álcool-viajandólica disponíveis, possíveis e inimagináveis. Terminam essa fase prontos para enfrentar a vida adulta, comandando os funcionários do papai, fazendo todo tipo de arte e abreviando vidas. Prontos para o trabalho! Muitos acabam não oferecendo benefício algum para a sociedade e seguem a carreira política.

As “estruturas de trabalho” trazem uma solução muito inventiva. Todos os bens e serviços foram transformados em mercadorias, que são trocadas entre todos de acordo com a necessidade de cada um. Usa-se um engenhoso sistema de pagamentos através de valores numéricos proporcionais à quantidade de horas consumidas na produção e ao valor intrínseco do produto ou serviço em si. Os valores são transacionados por uma terceira estrutura que cobra uma taxa variável em cada transação. Existem diversas estruturas, públicas ou privadas, que também cobram taxas sobre as transações, de tal maneira que aquele que tem alguma coisa para receber, acaba recebendo uma porcentagem muito menor do que deveria realmente receber. Desse modo, cria-se uma grande ilusão de que quem trabalha acha que está trabalhando e quem paga pensa que está pagando, e tudo vai funcionando de tal forma que a riqueza segue um fluxo constante de concentração. Desculpe, esse tema deve ser muito complicado para você que vive no passado. Não era minha intenção! Vamos voltar para coisas mais simples.

As “estruturas de oxigenação”, por exemplo, são espaços amplos, com muitas áreas verdes e espaços para esporte e lazer. Saímos de nossa “célula de sobrevivência” com nossa “cápsula de transporte”, nos conduzimos até o “abrigo estacionário de cápsulas” e praticamos a “caminhada passo a passo em esteira” sem esteira. O que é extremamente saudável e revigorante! Evidentemente existem muitas outras “estruturas de oxigenação” gratuitas, sem manutenção e segurança, onde a grande maioria da população corre o risco de perder a vida, ou algo muito pior, como o “APP – Aparelho Particular Pessoal” de comunicação.

Assim é o futuro: uma intensa e contínua inter-relação entre “células de sobrevivências”, “cápsulas de transportes” e “estruturas sócio-psico-organizadas”, gerando o atendimento das necessidades animais, racionais e irracionais, desse resquício de projeto divino chamado Ser humano.

Espero ter contribuído de alguma forma, oferecendo uma visão ampla sobre este que tem sido motivo de dúvidas e apreensão de muitas pessoas: o Futuro. Infelizmente, ainda não encontramos uma maneira de receber um feedback das gerações passadas, que se encontram na pré-história da “Era da Comunicação”, ainda engatinhando nesse processo. Felizmente algumas tentativas, aqui e acolá, tem chegado até nós através de envios de ícones rudimentares, praticamente pictogramas pré-históricos representados por um Positivo, um Coração ou Palmas. Eventualmente recebemos uma expressão ou outra, como um “Lindo”, “Muito Bom” ou “Parabéns”! Mas raríssimos são aqueles que arriscam compor uma frase completa ou uma análise mais estruturada.

Na real, quando menos se espera, você está no futuro, pois ele, assim como o passado, está em você. De qualquer maneira, por trás de toda a evolução e tecnologia, avanços ou retrocessos, existe a base de tudo, em pele, carne, sangue e ossos, entendimento e essência. E deve ser este o objetivo principal de cada um: a consciência da verdadeira felicidade em seus corações, infinita e real. Esse é o poder das pessoas. Só assim podemos conseguir as mudanças. Pois o futuro é somente o resultado de um presente fruto de um passado.

CaMaSa

Imagem: MAUROCOR